O desenvolvimento da Visão Rio 500, assim como a formulação do Planejamento Estratégico 2017-2020, trouxe inovações em relação aos planejamentos anteriores. Buscamos evoluir na metodologia contemplando quatro novos componentes de trabalho:

 

 

 

Componente 1: Transversalidade

O Ser Carioca é a figura central do nosso estudo.

Tradicionalmente, a gestão pública se organiza em torno de suas capacitações básicas, isto é, a estrutura acompanha o recorte das forças de trabalho como, por exemplo, saúde, educação, transporte, cultura, entre outros. No entanto, muitas vezes, os serviços prestados à população não correspondem ao recorte estrutural, sendo operacionalizados de forma transversal, ou seja, envolvendo duas ou mais estruturas da Prefeitura.
Para a Visão Rio 500 e o Planejamento Estratégico 2017-2020, inovamos ao criar seis áreas de resultado eminentemente transversais, posicionando o Ser Carioca como a figura central da abordagem. Desta forma, a multiplicidade de atores é reconhecida e envolvida desde o início do planejamento, garantindo a incorporação da transversalidade no próprio desenvolvimento das metas e iniciativas.

 

Componente 2: Visão metropolitana

Responsabilidade e protagonismo da administração do Rio.

Um dos principais desafios enfrentados pelo Município diz respeito às metas que são influenciadas pelos contornos da responsabilidade da Prefeitura. Em muitos casos, a ação do Município não é suficiente para atingir seus objetivos. Os planejamentos anteriores tangenciavam esta questão concentrando-se somente nas alavancas locais.
Já na Visão Rio 500, buscamos identificar e considerar ações que envolvam municípios vizinhos, chamando a atenção para a necessidade de esforços conjuntos e ressaltando a responsabilidade e protagonismo da administração do Rio de Janeiro, como centralidade da metrópole.

 

 

 

Componente 3: Regionalização

Multiplicidade territorial que abrange características diversas.

Compreendemos que o Município do Rio de Janeiro possui uma extensão e uma multiplicidade territorial que abrangem características diversas. No desenvolvimento tradicional dos planejamentos anteriores, tal multiplicidade não foi capturada a ponto de influenciar a determinação de metas, resultando em tratamento igual a condições territoriais desiguais.
Um avanço da Visão Rio 500 consiste em identificar os desafios que apresentam claras distinções entre territórios e fazê-los refletir nas metas. Dessa forma, imaginamos otimizar os esforços de acordo com as necessidades de cada região.

 

 

 

Componente 4: Engajamento

Mais de meio milhão de cariocas foram engajados no desenvolvimento da Visão Rio 500.

Talvez a principal crítica recebida quanto ao desenvolvimento dos Planejamentos Estratégicos 2009-2012 e 2013-2016 tenha sido o baixo engajamento da população na concepção das ideias, seja de visão ou de
metas e ações.
Apesar de o exercício estratégico ser um trabalho normalmente traçado de “cima para baixo”, entendemos que o setor político, por sua natureza, exige uma amplitude muito maior de atores formuladores.

Com esse intuito, a Visão Rio 500 desenvolveu uma metodologia inovadora de engajamento da população, estabelecendo uma “meta” exclusiva para ser atingida ainda durante o desenvolvimento do Planejamento.

Esta abordagem resultou em um imenso esforço que nos permitiu ouvir mais de meio milhão de pessoas na Cidade através de diversos canais e estratégias de captação de ideias. O processo de construção da Visão Rio 500 e do Planejamento Estratégico 2017-2020 é descrito na página Abordagem de Construção e apresenta em detalhes as atividades cumpridas para se atingir um grande engajamento dos cariocas.